Segundo
diversos autores de hoje, que seguem conceitos inicialmente defendidos por
Marx, os excluídos sociais são aqueles que não fazem parte de todo o sistema
industrial, urbanizado e produtivo da sociedade, que muitas vezes, é causado
por alguma doença, seja física ou mental, falta de instrução ou alguma
circunstância que o torne incapaz de suprir suas próprias necessidades.
Apesar de
concordar com esta definição feita por Marx, Sartório também afirma que o
excluído social não é apenas aquele que não faz parte do sistema produtor da
sociedade, existem muitos outros excluídos socialmente.
Em
resumo, a exclusão não diz apenas sobre a pobreza de certa parte da população.
Tem a ver com estar fora de um determinado circuito onde todos estão
classificados. A pobreza seria então, uma forma de exclusão social, onde
teríamos também diversas outras formas de contrariar as convenções sociais
existentes.
Nos
tempos de adventos tecnológicos, surge uma classe diferente na sociedade, a
sociedade da informação, onde pode-se encontrar os indivíduos que possuem
vínculos com os avanços tecnológicos. Isso faz com que apareça então uma nova
forma de exclusão, a exclusão digital, onde os excluídos são aqueles que não
possuem o acesso de forma aprofundada às diversas tecnológicas existentes.
Alguns
autores defendem que a sociedade precisa se adaptar, como um todo, às mudanças
tecnológicas para que se possa usufruir de todas as potencialidades que as
mesmas podem fornecer. Contudo, fazer com que o excluído digital tenha acesso
físico as tecnologias, não faz com que este saia de seu estado e passe a ser
considerado incluído na porção que tenha acesso às mudanças tecnológicas. É
necessário que o indivíduo passe a se relacionar com estas tecnologias de uma
forma mais direta e utilize-as de forma organizada e produtiva em seu
cotidiano.
Para
a autora, o mundo digital tem dois lados, enquanto leva a exclusão social,
também pode ser ferramenta transformadora. Assim, Sartório (2008) diz que a
tecnologia para a mudança social, e não como objeto eletrônico para ser
meramente utilizado, depende muito da determinação política, oferecendo assim,
possibilidades aos indivíduos de serem sujeitos de suas histórias.
No âmbito educacional, as tecnologias são importantes ferramentas, porém ainda existem muitas escolas que não possuem disponibilidade e acesso a isso. Com essa realidade, muitos alunos e professores não exploram e nem aproveitam essa ferramenta.
Sartório,
K.C. Exclusão social e tecnologia: os desafios da política pública de inclusão
digital no Brasil. Universidade de Brasília: Brasília, 2008.


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